Dark


Estava eu em mais uma noite comum em um de bar qualquer na Asa Norte quando Marina, amiga de uma amiga, começou a me contar sua história. Entre goles de cerveja e caipirinha, ela revelou sua intrigante carreira: sua vida como criadora de dark videos.

"Sabe o que é mais incrível?", ela disse com um sorriso discreto. "Mesmo sendo péssima em edição e, sinceramente, um tanto preguiçosa, consegui sair de um emprego CLT de 3 mil reais para ganhar muito mais, fazendo meus próprios horários."

O bar estava movimentado, mas eu mal percebia o burburinho ao nosso redor. Marina explicava com naturalidade como transformava histórias em conteúdo usando apenas ferramentas de inteligência artificial. "Uso Clipchamp e ElevenLabs para as vozes, Ideogram e Leonardo para as imagens. É tudo muito mais simples do que parece."

O mais fascinante era seu método de trabalho. Sem aparecer, sem roteiros complexos, apenas slideshows mal elaborados com imagens geradas por IA e narrativas envolventes. "Faço tudo no Canva e CapCut", ela explicou, como se estivesse revelando a pedra filosofal.

"O segredo?", ela continuou, inclinando-se sobre a mesa. "Persistência. A maioria desiste nos primeiros 15 vídeos, quando o algoritmo ainda está 'aprendendo' sobre seu conteúdo. Quem aguenta essa fase inicial sempre tem resultado."

Entre risadas, ela confessou algo surpreendente: "Sabe o mais irônico? Eu nem assisto esse tipo de conteúdo, acho chato! Mas meu canal já passou de 4 milhões de visualizações."

O sol começava a se pôr quando ela compartilhou seu último segredo: "Ah, e sabe o conteúdo que faço? É todo voltado para fé e religião." Seus olhos brilharam com diversão. "E olha só: sou ateia!"

Saí daquele bar bebinho e repensando tudo o que sabia sobre dinheiro. “É… a internet realmente está morta”.


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